Laboratório de Citopatologia do Caism é habilitado pelo Ministério da Saúde como QualiCito II

No dia 1 de junho, o Diário Oficial da União divulgou uma excelente notícia para o Caism: o Laboratório de Citopatologia do Hospital foi habilitado pelo Ministério da Saúde como QualiCito Tipo II. Para entender melhor essa novidade, que foi oficializada pela Portaria nº 546/2018, o “Caism Notícias” entrevistou a Supervisora da Seção de Diagnóstico, Fabiana Vianna de Oliveira Casellato, e o Supervisor da Seção de Processos Administrativos, André Aparecido da Silva, ambos do Laboratório de Citopatologia do Hospital.

Caism Notícias: Fabiana, quais são os impactos dessa nova habilitação para os processos mantidos pelo Laboratório de Citopatologia do Caism?

Fabiana: A habilitação do Laboratório para tipo II nos proporciona uma nova forma de trabalho, e consiste em um conjunto de ações que irão avaliar a qualidade dos exames citopatológicos do colo do útero dos Laboratórios públicos e privados que prestam serviço ao SUS no estado de São Paulo. Sendo assim, promoveremos a melhoria dos padrões de qualidade dos laboratórios, estabelecendo critérios e parâmetros de qualidade para contrato e distrato dos prestadores de serviços, pois, além de promover a educação permanente dos profissionais da saúde, iremos monitorar os indicadores de qualidade dos exames citopatológicos do colo do útero, informando e apoiando a Secretaria de Saúde estadual, distrital ou municipal na relação com os Laboratórios do tipo I.

Caism Notícias: André, essa nova habilitação certamente requer uma série de aprimoramentos e ajustes na infraestrutura e nos processos atualmente existentes. Você poderia nos falar um pouco sobre essas mudanças?

André: Haverá sim mudanças significativas, tanto na parte de equipamentos como na estrutura física. Na parte de equipamentos, foi solicitada a compra de computadores, switchs e cabos. Isso é necessário para que cada profissional que libere exames (dando diagnóstico) tenha seu próprio computador, agilizando o processo, pois os sistemas utilizados no MEQ (monitoramento externo de qualidade) exigem digitação diretamente nos programas Siscolo e Siscam. Na parte física, precisa ser refeito todo o cabeamento existente, aproveitando para passar cabos novos, ficando com uma estrutura mais moderna e organizada, com uma melhor distribuição de dados entre os computadores.

Caism Notícias: Haverá algum tipo de investimento por parte do Ministério da Saúde para viabilizar essas mudanças?

André: Em abril deste ano, o Ministério da Saúde, através de duas portarias (de número 853 e 858 do DOU de 28/03/2018), estabeleceu um recurso financeiro do Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde, a ser disponibilizado ao Grupo de Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar-MAC dos Estados e municípios, que trata de incentivo financeiro de custeio da Qualificação Nacional em Citopatologia na Prevenção do Câncer do Colo do Útero (Qualicito), onde o Laboratório de Citopatologia do Caism receberá o valor total de R$ 430.483,72 de incentivo.

Caism Notícias: Fabiana, de que maneira os profissionais do Laboratório estão se preparando para aderir à nova habilitação?

Fabiana: Nossos profissionais possuem em média 20 anos de experiência, são capacitados e já atuam no controle de qualidade interno. Porém, os patologistas Dra. Luciana Moreira e Dr. Douglas Munhoz têm ministrado encontros de educação continuada semanais, formulados especificamente no sentido de uniformização de critérios citológicos e atualização na terminologia padronizada, exigida pelo QualiCito.

Caism Notícias: Fabiana, com a nova habilitação, quantos exames o Laboratório deverá analisar mensalmente? Esse número é muito diferente da produção atual?

Fabiana: Com o nosso quadro atual de funcionários, mensalmente serão analisados 5.000 lâminas, vindas de diversos laboratórios do estado, selecionados pela coordenação da Secretaria da Saúde do estado de São Paulo.
O Laboratório de Citopatologia do Caism será o maior auditor do MEQ do estado, se tornando uma referencia nacional. Contudo, a demanda da SES chega a 20.000 lâminas mensais. Nossa intenção é que, quando a universidade reiniciar suas contratações, nós possamos ter um quadro de funcionários que absorva pelo menos 50% da necessidade do estado, potencializando a produção e faturamento destinado ao Caism.

Caism Notícias: André, para atender as exigências da nova habilitação, vocês realizaram visitas a instituições que já se enquadram no QualiCito Tipo II. Essas experiências têm sido proveitosas?

André: Fizemos e recebemos visitas. Com certeza, são proveitosas e muito importantes, pois cada local tem seu próprio modo de trabalho, condizente com as normas do Ministério. Estamos aproveitando os conhecimentos no desenvolvimento de projetos próprios, que englobem as necessidades do Ministério e Proporcionem ao Caism e ao Laboratório de Citopatologia condições de implantar um programa que englobe: produção, informação, dados estatísticos e educação continuada aos participantes do Monitoramento Externo de Qualidade.

Caism Notícias: Fabiana, de que maneira essa notícia foi recebida pela equipe da Seção de Diagnóstico? E no caso da Seção de Processos Administrativos, André?

Fabiana: A equipe da Seção de Diagnóstico, assim como o Laboratório como um todo, recebeu a notícia com muito entusiasmo e esperança. Pois, sendo a missão do Qualicito a prevenção do câncer do colo do útero, mesmo que não seja mais como Tipo I, prestando serviço direto às unidades de saúde, poderemos, através de nossa capacidade e experiência, atuar como auditores de Laboratórios, auxiliando-os a aumentar sua eficiência do processo de realização dos exames citopatólogicos do colo do útero e, com isso, reduzir o percentual de exames falso-negativos.

André: No princípio, ficaram um pouco assustados com o novo processo. Mas isso é natural, pois toda mudança assusta no começo. Mas, aos poucos, foram entendendo e se entusiasmando com os novos desafios. Agora, percebem a importância de ter um Laboratório totalmente informatizado. Estou treinando alguns servidores da secretaria para ter noções básicas de informática, e isso já vem surtindo um efeito muito rápido com o passar dos dias. Esse treinamento futuramente se estenderá às outras áreas do laboratório de Citopatologia.

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